Lua

Lua
Moon!

Música para acompanhar a leitura

Loading...

Visitantes do mundo da Lua!!!!

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Ilusões


Ou vivemos de ilusões ou elas vivem através de nós! Às vezes é como se elas se precipitassem sobre nossas essências e plasmassem em nós poderosas impressões.
E não há como fugir; as ilusões te perseguem por entre as frestas das emoções ou mesmo pelos átimos fugazes dos pensamentos, detectando cada anseio e fortalecendo aquilo que nem mesmo percebemos.
Porque é inegável que a vida se reveste, às vezes, de nuvens densas, pelas quais não conseguimos penetrar e nem sempre compreendemos o sentido das reais intenções cultas. Só que as ilusões sabem, elas nos compreendem melhor do que nós mesmos... então se manifestam, se insinuam e se traduzem, promovendo fantásticas alterações na nossa construção. Mas elas também se esvaem e se desintegram, como se jamais houvessem estado ali. Por isso são ilusões...
E assim, permanece obscuro o sentido das ilusões. Ele se esconde por entre as sombras da lógica singular que transitam pelas infinitas subjetividades. E para que entender as ilusões? Para confirmar o que não deve ser explicado ou para por a prova que não se vive sem elas? De que adiantaria? Não saberíamos, simplesmente porque fluir no vácuo da mediocridade existencial não nos dá acesso às nossas perspectivas e possibilidades. Para chegarmos lá, para obtermos o ingresso, temos que nos esforçar mais e ficar atentos às ilusões, porque mais do que nos iludir, elas nos tentam e nos desafiam para outros vôos.
As ilusões perseguem o que não entendemos e se fortalecem nos sonhos e devaneios que acalentamos. Mas não nos eximem de nossas intenções. E nem mesmo nos consolam das irrealidades que cultivamos ao longo de nossas absurdas e surreais realidades.
Vale lembrar que as mesmas correntes que animam a existência também se voltam contra ela e, assim, muitas vezes permanecemos navegando por águas incertas, nem sempre rasas, nem sempre profundas. Mas inevitavelmente confusas e turbulentas, ainda que envoltas em névoas imperceptíveis. Qualquer brisa imprime movimento e qualquer movimento gera uma sequência de acontecimentos sem possibilidade de volta.
E não sendo possível definir o que nossas ambiguidades pretendem, precisamos que as ilusões nos transportem ao imaginário irrestrito da nossa loucura particular, aquela que não confessamos nem a nós mesmos. Confessar seria quase uma inadmissível traição.
Mas ao nos iludirmos, também nos confirmamos... porque deve ser lá, no mistério insondável da utopia, que verdadeiramente existimos.

Luana Tavares

3 comentários:

  1. Afinal, o que seria a ilusão? Seria a utopia em si mesma? Ou "isto" a que nos acostumamos a chamar realidade seria a ilusão, e o utópico seria o nosso verdadeiro estado real? Somos todos náufragos num mar de ilusões e sonhos...
    Mais uma vez, você acertou no alvo, Lu!

    Beijos,
    Mirella.

    ResponderExcluir
  2. inseri seu blog na minha relação quando você postar eu já fico sabendo......volto para comentar

    ResponderExcluir
  3. Amiga da alma,

    Sempre achei que não tinha ilusões, mas lendo o seu texto percebi o quanto enganada estava, na verdade vivo na ilusão rsrsrsrsrsrsrsrsrs.
    Beijocas
    Val

    ResponderExcluir